Biografia

 

MANUEL GAMBOA:

o mais conhecido e desconhecido artista lagoense

17 - Rapto na praia

No eterno presente dia 12 de Maio de 2016 abriram-se de par em par as janelas, e as portas de 40 quadros do mestre Manuel Gamboa que nos prendem de liberdade o voo do olhar para  campos, cidades, mares, céus, paisagens povoadas de nostálgicos símbolos, serenas alucinações, figuras arquetípicas num fluir intemporal, ordenadas em puzzles,  mantas de retalhos de cores e formas tecidas e cozidas pelas agulhas dos pincéis do mais conhecido e desconhecido artista lagoense…

 

Quem olha as paisagens da alma do Gamboa descobre a alma de si próprio: revelam-se os pertos que se encontram no desconhecido dos longes, revelam-se os longes que se encontram no desconhecido dos pertos, tomamos consciência que não há longe nem perto, e mais que pássaros que voam no céu, somos o Céu onde voamos como pássaros!

 

-“Sei o que a minha arte é, se ninguém me perguntar, mas se tentar explicá-lo a alguém que me  pergunte já não sei!” – confessa o artista Manuel Gamboa, e confessam todos os verdadeiros artistas, aqueles que sentem o imperativo de uma necessidade interior mais para criar do que para “obrar”…uma necessidade interior visceral, mas da alma…

 

Um artista não deve copiar a natureza, mas criar com a natureza. O mestre Manuel Gamboa é uma força da natureza: a misteriosa morfogenia criadora que plasma as suas obras é a mesma que cria os belos padrões de cores e formas das borboletas; a mesma força dos rios  que desenham as paisagens de montes e vales com pinceladas de turbilhões agitados ou mansos serpenteios; a mesma energia dos ventos que pintam os céus nas tempestades de inverno ou nas bonanças do verão; o mesmo cio que faz brotar nas árvores os frutos e nos animais as crias; a mesma seiva de luz do Sol que nutre o trigo e alimenta o joio; a mesma força do mar que Deus  o perigo e o abismo deu, mas nele é que espelhou o céu!

 

Na luz ao fundo do túnel de cada olho, dos inúmeros que nos desafiam nas obras do pintor para o milagre de crer para ver, só continua cego quem não quer ver para crer…

 

 

João de Lagoa

 

 

12 - Entrada do Carnaval no Algarve

 

34 - Pescador de Sonhos

 

 

33 - A menina

 

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

 

 

23 -Mercado, uma mulher na aldeia Marroquina